quinta-feira, 24 de setembro de 2009

No dia 15

No dia 15 de agosto de 2009 iniciamos mais uma oficina, a Oficina II da TP4 a qual tem como objetivo desenvolver uma seqüência de aulas utilizando elementos do processo de produção textual.

Logo após a acolhida aos participantes foi lida uma mensagem em forma de slide que teve como objetivo incentivar e motivar cada vez mais todos os cursistas.

Foi feito uma síntese dos textos tratados nas unidades 15 e 16. Vários questionamentos foram feitos e algumas dúvidas surgiram ao longo das discussões. Muitos falaram que ainda não tinham despertado para a grande importância de se ler e de se fazer perguntas ao longo da leitura , essas são alternativas que levam o aluno a ter prazer e alegria ao longo da viagem literária.

Várias sugestões de práticas de leitura foram apresentadas e ao final todos ficamos certos de , em nossa escola, a grande defasagem de leitura se dá devido à forma inexpressiva com que trabalhávamos a leitura em sala de aula. Muitos experimentaram outras formas mais atraentes de leitura e puderam perceber que os alunos só precisam de incentivo às novas descobertas literárias, precisamos mostrar ao aluno um mundo de novas alternativas e deixá-lo confortável nesse ambiente de descobertas.

No momento do relato das experiências pude perceber que ainda existem professores resistentes às mudanças mas que aos poucos estão se adequando às novidades apresentadas pelo GESTAR. Muitos se mostraram conscientes em suas atividades e exploraram de forma enriquecedora as atividades propostas. Alguns ainda não conseguiram concluir as etapas do trabalho planejado devido à escassez de tempo e de material fornecido pela escola como xerox , folhas e etc.

No dia 15

No dia 15 de agosto de 2009 iniciamos mais uma oficina, a Oficina II da TP4 a qual tem como objetivo desenvolver uma seqüência de aulas utilizando elementos do processo de produção textual.

Logo após a acolhida aos participantes foi lida uma mensagem em forma de slide que teve como objetivo incentivar e motivar cada vez mais todos os cursistas.

Foi feito uma síntese dos textos tratados nas unidades 15 e 16. Vários questionamentos foram feitos e algumas dúvidas surgiram ao longo das discussões. Muitos falaram que ainda não tinham despertado para a grande importância de se ler e de se fazer perguntas ao longo da leitura , essas são alternativas que levam o aluno a ter prazer e alegria ao longo da viagem literária.

Várias sugestões de práticas de leitura foram apresentadas e ao final todos ficamos certos de , em nossa escola, a grande defasagem de leitura se dá devido à forma inexpressiva com que trabalhávamos a leitura em sala de aula. Muitos experimentaram outras formas mais atraentes de leitura e puderam perceber que os alunos só precisam de incentivo às novas descobertas literárias, precisamos mostrar ao aluno um mundo de novas alternativas e deixá-lo confortável nesse ambiente de descobertas.

No momento do relato das experiências pude perceber que ainda existem professores resistentes às mudanças mas que aos poucos estão se adequando às novidades apresentadas pelo GESTAR. Muitos se mostraram conscientes em suas atividades e exploraram de forma enriquecedora as atividades propostas. Alguns ainda não conseguiram concluir as etapas do trabalho planejado devido à escassez de tempo e de material fornecido pela escola como xerox , folhas e etc.

Memorial de Leitora

Memorial de Leitora...

Magna. Creio que meus pais não escolheram esse nome por acaso. Sempre, desde criança, tive "sonhos grandes”, “grandes” desejos e “grande” vontade de um dia ser "gente grande”. Como meu próprio nome indica; e desde sempre brincava de ser “gente grande”.

Nasci em uma “cidadezinha qualquer”, interior de minas, e como Drummond (desculpe-me a pretensão)... Descobri o mundo fantástico das letras, das imagens, da música, do colorido, da emoção. Via poesia em tudo... Na charmosa chacrinha Paciência onde passei minha infância, no encantador Cuiabá onde aprendi a conhecer meus primos e primas, Rio Grande com suas águas sempre tão misteriosas. Lembro-me bem da minha infância, da minha “grande” vontade de aprender, da minha curiosidade em ver o espetáculo da vida acontecer... E acontecia... Sempre acontece... Era um bezerrinho que nascia, uma galinha que sempre aparecia com uma nova ninhada de pintinhos, a porca pintada com seus nove porquinhos nadando no rio rumo a qualquer lugar. Aos poucos o meu mundo ia se tornando “grande”... Um universo de descobertas ia enchendo minha vida de sentidos.

Lembro-me de papai que sempre chegava em seu cavalo, com seus pensamentos distantes, seu olhar que parecia sempre alheio a tudo. Era um homem de presença, forte em suas atitudes talvez nem sempre tão sábias. Mas aquilo não era o mais importante para mim, talvez eu fosse a mais alheia àquele mundo de regras tão adultas, meu universo era outro, o universo das descobertas que se davam em torno de situações tão cotidianas.

Meus olhos sempre buscavam algo, saltavam em busca das letras nos jornais e papéis de embrulho que papai sempre trazia em seu alforje. Mamãe, com a luz de querosene nas mãos sempre ia retirando cada embrulho e aos poucos eu ia observando tudo. Lembro-me como se fosse hoje da minha grande vontade de conhecer o mundo das letras, conhecer o “mundo grande”.

Aos seis anos de idade já não via mais o Paciência como meu “grande mundo”, queria mais... Quando cheguei à escola, na cidade, tudo era novidade, tudo era descoberta, tudo era grande demais para uma pequena garota que sonhava “ser grande”, grande como a “Tia” Marilda que tinha uma voz firme e segura, tinha uma mão sábia que desenhava no quadro as letras como quem fazia uma obra de arte. Sábia professora que me apresentou um universo de possibilidades. MAGNA. Meu nome rabisquei já na primeira semana de aula e a partir daí minha história já começou a ser contada de uma outra maneira. A escola era para mim imensa, tudo era um amontoado de informações, tudo era mágico.

O Barquinho Amarelo foi o meu primeiro livro. A “tia” contava as histórias com uma voz que jamais ouvi outra igual, uma voz carregada de emoção, talvez a mesma emoção de “Marcelo” ao colocar seu barquinho na enxurrada pela primeira vez. Quem sabe a mesma emoção de “Rosinha” ao encontrar o ninho de “Cocota”.

Vários foram os livros e as histórias que povoaram o meu universo infanto-juvenil. Lembro-me com clareza de uma história que me fazia rir muito: Lúcia-já-vou-indo, eu tinha sete anos e aquela historinha, junto com tantas outras me encantara. E eram muitas outras histórias: O Corcunda de Notre Dame, O Pequeno Príncipe, Fernão Capelo Gaivota, O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Heid e Outra vez Heid... Eram histórias que não acabavam mais.

Na adolescência descobri que gostava muito das histórias de aventura. Robinson Cruzoé me fascinava embora minha história “fosse mais bonita que a dele”. Várias outras aventuras vinham surgindo ao longo de minha vida: A ilha Perdida, Os pequenos Jangadeiros, Do outro lado da ilha, O mistério do cinco estrelas... Nossa, e eu ainda me lembro dessas histórias todas. É incrível...

Os clássicos da literatura brasileira fui conhecendo aos poucos e aos poucos fui também me encantando por essas outras histórias do “mundo adulto”. Enfim fui me encantando por algumas personagens tão interessantes, “Capitu” me chamava a atenção e eu sempre a defendia com minhas “pequenas grandes idéias”. Emocionei-me com algumas outras histórias, Ana Terra foi uma delas.

Clarice Lispector, Cora Coroalina, Cecília Meireles, Vinícius de Morais, Fernando Pessoa, Drummond... Grandes escritores, grandes mestres...

Ah! Eram muitas histórias, muitas descobertas. Realmente a descoberta do mundo letrado é fascinante.

Eu, como sempre, uma grande sonhadora, sonhava com as histórias que lia que ouvia... Sonhava representar uma daquelas histórias, sonhava conhecer a Europa, a Ásia, O Chile, O Egito, enfim, conhecer o mundo que via nas aulas de História com a professora “Dona Dirce”. Foram Histórias que me transformaram de alguma forma, me abriram um outro universo.

As aulas da “Dona Isis” que eram sempre tão tranqüilas, talvez por ela ser dona de uma voz tão fraca e mansa. Ela sempre falava de suas descobertas e aquilo tudo fascinava os pequenos adolescentes Suas idéias me situavam no universo, me mostravam como o mundo é grande e como devem ser grandes os sonhos do homem.

Nessa época já lia de tudo, lia o mundo de uma maneira enlouquecedora, queria conhecer muito mais, tinha sede de aprender. Mas a escola, como num piscar de olhos, de repente me parecia pequena, insignificante, sem novidades. Começava a perceber que queria ser professora, queria ensinar, queria fazer algo por um mundo melhor. O magistério, com “Tia” Fátima, Ercy, Dona Elza, me proporcionaram isso.

Quando me deparei com os pequenos de seis anos me chamando de "tia”, me vi grande, como a “Tia” Marilda a descortinar meu universo intelectual. A leitura, sempre a leitura, sempre me colocou de frente com a realidade.

Já na faculdade, não por acaso Letras, é que pude perceber que o universo de leitura é muito maior que eu imaginava e que as minhas grandes descobertas não passaram de um simples pontapé inicial para as minhas descobertas. Descobri que ainda não sou tão grande quanto imaginava ser, inda há um mundo inteiro de possibilidades esperando por mim que continuo sonhando em um dia “ser gente grande”. Grande como meu próprio nome já diz.
No dia 12/09/2009 demos início, no mesmo horário de costume, a mis um encontro do GESTAR II, com uma oficina sobre Estilística.Para dar início aos trabalhos preparados para o dia foi escolhido o livrinho infantil Galileu Leu, um livro voltado ao público infantil, mas que deixa uma mensagem reflexiva para o professor de Língua Portuguesa que deseja aperfeiçoar suas práticas pedagógicas e que busca novas alternativas de atividades. Vários comentários foram feitos a respeito do tema proposto: Estilística.
Foram feitos levantamentos a respeito dos textos “estilística” da autora “Leila Terezinha Simões Rensi e” Coerência Textual” da autora Maria Luiza Montes Sales Coroa.

Os textos foram apresentados novamente aos cursistas e uma leitura reflexiva foi feita. Vários comentários foram feitos.
Foram apresentados alguns textos e algumas sugestões de atividades. Como o tema da oficina é a tessitura do texto, nos aspectos de construção de sua coerência, algumas sugestões de atividades foram trabalhadas e alguns relatos foram feitos.

Pude perceber, a partir dos relatos dos cursistas, que a maioria dos alunos não consegue fazer a construção de sentidos entre a língua e a fala. Muitos ainda não perceberam que existem essas diferenças significativas embora possuam liberdade o suficiente para se adequarem a todos os “universos sócio/comunicativos”.

Foi apresentado aos cursistas um texto de um aluno e a partir dele foram feitas algumas correções tanto no nível gramatical quanto estrutural e, sobretudo as marcas de oralidade presentes, as intenções e os efeitos de sentido que o aluno desejava produzir em seu texto.

Foi apresentado um outro texto e a partir dele foi desenvolvido uma atividade de coerência textual. Para muitos cursistas essa questão de coerência e coesão textual ainda estava meio confusa, principalmente na forma de trabalhar essas questões com o aluno. Várias sugestões foram surgindo ao longo da oficina.

O momento do relato das experiências deixou um pouco a desejar. Esperava mais esforço por parte dos cursistas. Sugeri que trabalhassem utilizando outras alternativas e que explorassem mais do aluno no que se refere à escrita. Observo que os cursistas de um modo geral produziram pouco nessa etapa do trabalho com a TP e percebo que muitos têm dificuldades enormes em produzir textos, mostram-se inseguros ao construírem seus relatórios.

Embora tenha percebido essas dificuldades, por um outro lado pude notar que estão produzindo e que estão levando seus alunos à um bom nível de aprendizagem. Muitos alunos já vêm mostrando uma melhora gradativa no que se refere à leitura e escrita.


Espero ainda ver todos caminhando, cada vez mais, de maneira produtiva e conquistando os objetivos esperados.

Memorial de Leitora