quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Plano de Ação para a Oficina II da TP4

Plano de Ação para a Oficina II da TP4
Programa GESTAR II – 2009
Professora Formadora: Magna Saraiva
Município: Serro / MG
Data: 15/08/2009




8: 00 hs: Início da Oficina com a acolhida aos participantes.
Mensagem de acolhida apresentada em um slide e logo após momento para
Comentários.
Momento reservado para uma dinâmica de relaxamento com música e mensagem de Sheakespeare.


8:30 hs: Dinâmica da produção textual a partir de um quadro de Van Gogh.
Exposição dos trabalhos e comentários.


9:20hs: Discussão sobre o conteúdo tratado nas Unidades 15 e 16.
Apresentação dos pontos mais importantes da discussão em forma de slide.
Momento reservado para discussões a respeito do tema apresentado.



9:50hs: Apresentação do Avançando na Prática e relato das experiências.



10:50 hs: Pausa para o café.



11:00hs: Trabalho com a proposta de atividade apresentada na TP4. Trabalho com o anúncio apresentado.
Apresentação de outros anúncios e sugestões de novas atividades a serem desenvolvidas com os alunos em sala de aula.
Socialização das propostas de atividades realizadas nos grupos.


11:50 hs: Avaliação da Oficina.


12:00hs: apresentação das atividades a serem trabalhadas na próxima oficina.


12:10hs: Encerramento com uma mensagem final.

Plano de Ação para a Oficina I da TP5

Plano de Ação para a Oficina I da TP5
Programa GESTAR II – 2009
Professora Formadora: Magna Saraiva
Município: Serro / MG
Data: 12/09/2009

8:00 hs: Acolhida aos participantes. Mensagem em forma de incentivo e reflexivo: Galileu Leu. Comentário e debate discursivo.

8:20 hs: Apresentação de um slide com o tema: Estilística, texto da autora Leila Terezinha Simões Lensi.
Comentário a respeito do tema apresentado no texto.
Texto: Coerência Textual da autora Maria Luiza Montes Sales Coroa.
Apresentação do texto em forma de slide .

8:50 hs: Mesa redonda com a apresentação do tema proposto nos textos e comentários a respeito.
Sugestão de atividades para trabalhar coerência textual com os alunos do ensino fundamental:
- Trabalho com produção de aluno real do aluno vista em slide e reestruturada juntamente com a turma.
- Análise do texto e correção de possíveis irregularidades presentes no texto.
-Análise de um texto publicitário levando em consideração como a coerência textual é construída a partir da articulação entre informações do texto e experiências prévias que os leitores têm a respeito do assunto.

10:00 hs: Pausa para o café. Exibição de um slide com uma música e as fotos dos cursistas durante as atividades nas oficinas. Entrega de lembrancinhas e mensagens.

10:20 hs: Relato das experiências e consolidação das atividades realizadas em sala de aula com os alunos.


12:00 hs: Encerramento da Oficina.

Plano de Ação da Oficina II da TP5

Plano de Ação da Oficina II da TP5
Programa GESTAR II – 2009
Professora formadora: Magna da Conceição Saraiva
Município: Serro-MG
Data: 26/09/2009




8:00 h: Início da Oficina com a acolhida aos participantes.
Entrega de uma mensagem de incentivo.


8:20 h: Apresentação do texto: Parábola da Rosa.
Comentário reflexivo.


9:00 h: Dinâmica do livrinho infantil: Colcha de retalho.
Trabalhar coerência e coesão.
Elaboração de um texto publicitário que explore a construção de significados. .de múltiplas maneiras fazendo uso da linguagem verbal e não verbal.
Apresentação de alguns slides com textos publicitários.
Apresentação de algumas sugestões de trabalho.
Ponto de partida: Análise do texto publicitário apresentado na TP5.


10:00 h: Pausa para o café.


10:10 h: relato das experiências com trabalhos executados no Avançando na Prática.


11:20 h: Avaliação da Oficina.
11:40 h: Preparação para a próxima oficina.
Apresentação do tema proposto na próxima TP. Revisão Textual.



12:00 h: Encerramento.

Oficina II da TP4

No dia 15 de agosto de 2009 iniciamos mais uma oficina, a oficina II da TP4 com o objetivo de desenvolver uma seqüência de aulas utilizando elementos do processo de produção textual.

Os textos apresentados nas Unidades 15 e 16 serviram de ponto de partida para várias discussões e reflexões. Vários comentários foram feitos e várias sugestões de atividades foram apresentadas.

O momento reservado ao relato das experiências do Avançando na Prática foi um momento de bastante interação e troca de experiências. Vários professores levaram textos dos alunos para serem analisados em grupo e várias sugestões de atividades de estruturação da escrita foram feitas.

Foi surpreendente o trabalho em grupo com a atividade sugerida na TP. Vários textos foram produzidos a partir do anúncio publicitário apresentado. Algumas atividades foram adaptadas para sala de aula, os objetivos a serem alcançados foram elaborados juntos ás questões. Surpreendi-me com a criatividade dos cursistas.


Vários professores falaram dos progressos alcançados ao longo do trabalho e como os Avançando na Prática estão sendo úteis ao desenvolvimento cognitivo dos alunos.

Ao fazerem a avaliação da Oficina muitos se mostraram bastantes ansiosos em trabalhar as atividades sugeridas nas AAs e os Avançando na Prática. Muitos falaram de como eram as suas aulas antes e como são agora, falaram de seus alunos de agora.

Logo em seguida foi apresentada a próxima unidade: Estilo, Coerência e Coesão. Foi apresentado um slide com uma síntese do assunto a ser tratado nos próximos encontros.

Essa oficina foi, a meu ver, a mais produtiva até agora devido á quantidade de atividades e trabalhos dos alunos que os professores cursistas levaram para analisarmos juntos. Muitas sugestões de atividades foram apresentadas e pude perceber que os cursistas se interessaram mais em ler o material e discuti-lo de maneira reflexiva.


Espero que a próxima oficina seja tão produtiva quanto essa.

No dia 15

No dia 15 de agosto de 2009 iniciamos mais uma oficina, a Oficina II da TP4 a qual tem como objetivo desenvolver uma seqüência de aulas utilizando elementos do processo de produção textual.

Logo após a acolhida aos participantes foi lida uma mensagem em forma de slide que teve como objetivo incentivar e motivar cada vez mais todos os cursistas.

Foi feito uma síntese dos textos tratados nas unidades 15 e 16. Vários questionamentos foram feitos e algumas dúvidas surgiram ao longo das discussões. Muitos falaram que ainda não tinham despertado para a grande importância de se ler e de se fazer perguntas ao longo da leitura , essas são alternativas que levam o aluno a ter prazer e alegria ao longo da viagem literária.

Várias sugestões de práticas de leitura foram apresentadas e ao final todos ficamos certos de , em nossa escola, a grande defasagem de leitura se dá devido à forma inexpressiva com que trabalhávamos a leitura em sala de aula. Muitos experimentaram outras formas mais atraentes de leitura e puderam perceber que os alunos só precisam de incentivo às novas descobertas literárias, precisamos mostrar ao aluno um mundo de novas alternativas e deixá-lo confortável nesse ambiente de descobertas.

No momento do relato das experiências pude perceber que ainda existem professores resistentes às mudanças mas que aos poucos estão se adequando às novidades apresentadas pelo GESTAR. Muitos se mostraram conscientes em suas atividades e exploraram de forma enriquecedora as atividades propostas. Alguns ainda não conseguiram concluir as etapas do trabalho planejado devido à escassez de tempo e de material fornecido pela escola como xerox , folhas e etc.

No dia 15

No dia 15 de agosto de 2009 iniciamos mais uma oficina, a Oficina II da TP4 a qual tem como objetivo desenvolver uma seqüência de aulas utilizando elementos do processo de produção textual.

Logo após a acolhida aos participantes foi lida uma mensagem em forma de slide que teve como objetivo incentivar e motivar cada vez mais todos os cursistas.

Foi feito uma síntese dos textos tratados nas unidades 15 e 16. Vários questionamentos foram feitos e algumas dúvidas surgiram ao longo das discussões. Muitos falaram que ainda não tinham despertado para a grande importância de se ler e de se fazer perguntas ao longo da leitura , essas são alternativas que levam o aluno a ter prazer e alegria ao longo da viagem literária.

Várias sugestões de práticas de leitura foram apresentadas e ao final todos ficamos certos de , em nossa escola, a grande defasagem de leitura se dá devido à forma inexpressiva com que trabalhávamos a leitura em sala de aula. Muitos experimentaram outras formas mais atraentes de leitura e puderam perceber que os alunos só precisam de incentivo às novas descobertas literárias, precisamos mostrar ao aluno um mundo de novas alternativas e deixá-lo confortável nesse ambiente de descobertas.

No momento do relato das experiências pude perceber que ainda existem professores resistentes às mudanças mas que aos poucos estão se adequando às novidades apresentadas pelo GESTAR. Muitos se mostraram conscientes em suas atividades e exploraram de forma enriquecedora as atividades propostas. Alguns ainda não conseguiram concluir as etapas do trabalho planejado devido à escassez de tempo e de material fornecido pela escola como xerox , folhas e etc.

Memorial de Leitora

Memorial de Leitora...

Magna. Creio que meus pais não escolheram esse nome por acaso. Sempre, desde criança, tive "sonhos grandes”, “grandes” desejos e “grande” vontade de um dia ser "gente grande”. Como meu próprio nome indica; e desde sempre brincava de ser “gente grande”.

Nasci em uma “cidadezinha qualquer”, interior de minas, e como Drummond (desculpe-me a pretensão)... Descobri o mundo fantástico das letras, das imagens, da música, do colorido, da emoção. Via poesia em tudo... Na charmosa chacrinha Paciência onde passei minha infância, no encantador Cuiabá onde aprendi a conhecer meus primos e primas, Rio Grande com suas águas sempre tão misteriosas. Lembro-me bem da minha infância, da minha “grande” vontade de aprender, da minha curiosidade em ver o espetáculo da vida acontecer... E acontecia... Sempre acontece... Era um bezerrinho que nascia, uma galinha que sempre aparecia com uma nova ninhada de pintinhos, a porca pintada com seus nove porquinhos nadando no rio rumo a qualquer lugar. Aos poucos o meu mundo ia se tornando “grande”... Um universo de descobertas ia enchendo minha vida de sentidos.

Lembro-me de papai que sempre chegava em seu cavalo, com seus pensamentos distantes, seu olhar que parecia sempre alheio a tudo. Era um homem de presença, forte em suas atitudes talvez nem sempre tão sábias. Mas aquilo não era o mais importante para mim, talvez eu fosse a mais alheia àquele mundo de regras tão adultas, meu universo era outro, o universo das descobertas que se davam em torno de situações tão cotidianas.

Meus olhos sempre buscavam algo, saltavam em busca das letras nos jornais e papéis de embrulho que papai sempre trazia em seu alforje. Mamãe, com a luz de querosene nas mãos sempre ia retirando cada embrulho e aos poucos eu ia observando tudo. Lembro-me como se fosse hoje da minha grande vontade de conhecer o mundo das letras, conhecer o “mundo grande”.

Aos seis anos de idade já não via mais o Paciência como meu “grande mundo”, queria mais... Quando cheguei à escola, na cidade, tudo era novidade, tudo era descoberta, tudo era grande demais para uma pequena garota que sonhava “ser grande”, grande como a “Tia” Marilda que tinha uma voz firme e segura, tinha uma mão sábia que desenhava no quadro as letras como quem fazia uma obra de arte. Sábia professora que me apresentou um universo de possibilidades. MAGNA. Meu nome rabisquei já na primeira semana de aula e a partir daí minha história já começou a ser contada de uma outra maneira. A escola era para mim imensa, tudo era um amontoado de informações, tudo era mágico.

O Barquinho Amarelo foi o meu primeiro livro. A “tia” contava as histórias com uma voz que jamais ouvi outra igual, uma voz carregada de emoção, talvez a mesma emoção de “Marcelo” ao colocar seu barquinho na enxurrada pela primeira vez. Quem sabe a mesma emoção de “Rosinha” ao encontrar o ninho de “Cocota”.

Vários foram os livros e as histórias que povoaram o meu universo infanto-juvenil. Lembro-me com clareza de uma história que me fazia rir muito: Lúcia-já-vou-indo, eu tinha sete anos e aquela historinha, junto com tantas outras me encantara. E eram muitas outras histórias: O Corcunda de Notre Dame, O Pequeno Príncipe, Fernão Capelo Gaivota, O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Heid e Outra vez Heid... Eram histórias que não acabavam mais.

Na adolescência descobri que gostava muito das histórias de aventura. Robinson Cruzoé me fascinava embora minha história “fosse mais bonita que a dele”. Várias outras aventuras vinham surgindo ao longo de minha vida: A ilha Perdida, Os pequenos Jangadeiros, Do outro lado da ilha, O mistério do cinco estrelas... Nossa, e eu ainda me lembro dessas histórias todas. É incrível...

Os clássicos da literatura brasileira fui conhecendo aos poucos e aos poucos fui também me encantando por essas outras histórias do “mundo adulto”. Enfim fui me encantando por algumas personagens tão interessantes, “Capitu” me chamava a atenção e eu sempre a defendia com minhas “pequenas grandes idéias”. Emocionei-me com algumas outras histórias, Ana Terra foi uma delas.

Clarice Lispector, Cora Coroalina, Cecília Meireles, Vinícius de Morais, Fernando Pessoa, Drummond... Grandes escritores, grandes mestres...

Ah! Eram muitas histórias, muitas descobertas. Realmente a descoberta do mundo letrado é fascinante.

Eu, como sempre, uma grande sonhadora, sonhava com as histórias que lia que ouvia... Sonhava representar uma daquelas histórias, sonhava conhecer a Europa, a Ásia, O Chile, O Egito, enfim, conhecer o mundo que via nas aulas de História com a professora “Dona Dirce”. Foram Histórias que me transformaram de alguma forma, me abriram um outro universo.

As aulas da “Dona Isis” que eram sempre tão tranqüilas, talvez por ela ser dona de uma voz tão fraca e mansa. Ela sempre falava de suas descobertas e aquilo tudo fascinava os pequenos adolescentes Suas idéias me situavam no universo, me mostravam como o mundo é grande e como devem ser grandes os sonhos do homem.

Nessa época já lia de tudo, lia o mundo de uma maneira enlouquecedora, queria conhecer muito mais, tinha sede de aprender. Mas a escola, como num piscar de olhos, de repente me parecia pequena, insignificante, sem novidades. Começava a perceber que queria ser professora, queria ensinar, queria fazer algo por um mundo melhor. O magistério, com “Tia” Fátima, Ercy, Dona Elza, me proporcionaram isso.

Quando me deparei com os pequenos de seis anos me chamando de "tia”, me vi grande, como a “Tia” Marilda a descortinar meu universo intelectual. A leitura, sempre a leitura, sempre me colocou de frente com a realidade.

Já na faculdade, não por acaso Letras, é que pude perceber que o universo de leitura é muito maior que eu imaginava e que as minhas grandes descobertas não passaram de um simples pontapé inicial para as minhas descobertas. Descobri que ainda não sou tão grande quanto imaginava ser, inda há um mundo inteiro de possibilidades esperando por mim que continuo sonhando em um dia “ser gente grande”. Grande como meu próprio nome já diz.